Reconhecimento é o combustível para o desenvolvimento profissional

É comum ouvirmos, durante as visitas a grandes organizações brasileiras e nas entrevistas com profissionais dos mais variados níveis, que a falta de reconhecimento é um dos principais fatores que levam os colaboradores a desfalcarem suas equipes. Este é, realmente, um fato muito corriqueiro no mercado. O profissional busca atingir as metas propostas pelo gestor, dedica seu tempo ao negócio e, com isso, investe energia às atividades que realiza. Isso tudo gera um sentimento natural e quase inconsciente no ser humano: A expectativa.

Quando nos dedicamos com afinco ao trabalho, esperamos obter resultados positivos e, consequentemente, sermos reconhecidos por isso. Mas o que acontece quando esse reconhecimento não vem? Uma parte desses profissionais permanece na mesma equipe, mas vê sua performance diminuir em virtude da falta de entusiasmo e motivação. Manter uma estrutura com pessoas desmotivadas, definitivamente, não é uma vantagem para a companhia, nem sequer no que se refere à questão financeira, pois profissionais insatisfeitos deixam de gerar lucro!

Outros agem de forma diferente, sem se conformar com o retorno desejado e buscam oportunidade em outra empresa, onde acreditam que receberão a contrapartida pelo esforço empreendido. Esta busca por uma companhia ou gestor que reconheça seu talento ou seu eforço é o que faz o mercado de recrutamento vivenciar constantes mudanças.

Os sinais de reconhecimento, ao contrário do que muitos pensam, não são colocados em prática apenas por meio do aumento de salário. Há outras formas de recompensar um profissional pelo desempenho que apresenta, além do aspecto financeiro. As recompensas não monetárias geralmente são relacionadas a reconhecimento, oportunidades de desenvolvimento, qualidade de vida no trabalho e à auto-estima do profissional. Podem partir, por exemplo, de um simples feedback positivo, investimento na educação, ganho de mais autonomia, incentivos de descanso até da oportunidade de uma experiência de expatriação. Em todos os casos, o colaborador sente que a organização está tentando ser justa e ajudá-lo a crescer na carreira.

É fundamental que as corporações entendam que a expectativa gerada é nada mais do que o combustível para que o ser humano melhore, atinja novos objetivos e evolua. Isso é bom para o profissional, mas é muito melhor para a empresa!


Isabela Tuca é consultora Sênior da área de HR Solutions na Randstad Professionals.

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