Startups caem no conceito de jovens talentos em busca de emprego, aponta pesquisa

Segundo estudo da Randstad, apenas 6% dos brasileiros preferem trabalhar em novos negócios. Multinacionais atraem maior atenção

O sonho dos jovens em trabalhar nas startups não está em seu melhor momento no Brasil. De acordo com a Randstad Employer Brand Research 2019, realizada com 4.073 profissionais brasileiros, apenas 6% dos profissionais brasileiros preferem trabalhar nesses novos negócios atualmente. Em contrapartida, quase metade (45%) declara preferência por trabalhar em multinacionais.

Para Fabio Battaglia, presidente da Randstad no Brasil, os dados são reflexo da crise econômica. “Quando o País estava com ótimos níveis de emprego, havia espaço e vontade para se tomar risco profissional, pois não se sentia grande dificuldade de recolocação. Após a retração econômica e os níveis maiores de desemprego, os profissionais ficaram mais conservadores e cuidadosos, sem apetite para o risco inerente ao negócio das startups. A tendência é que, à medida que a economia retomar crescimento e a confiança no mercado de trabalho voltar, as startups voltem a ser almejadas por todos”, analisa Battaglia.

Quando questionados sobre os motivos da preferência pelas multinacionais, os entrevistados apontaram saúde financeira, progressão de carreira e salários e benefícios atraentes como principais atributos das grandes empresas. Por outro lado, as startups ainda conquistam talentos por oferecer ambiente de trabalho agradável, bom conteúdo profissional e equilíbrio profissional e pessoal.

Desenvolvida anualmente pela Randstad, a Randstad Employer Brand Research é uma pesquisa independente que tem como objetivo medir a atratividade percebida das maiores empresas globais e oferecer análises para o mercado de Recursos Humanos, permitindo maior entendimento sobre os profissionais de cada país e que as empresas desenvolvam a melhor estratégia de employer brand, atração e retenção de talentos. A edição de 2019 entrevistou 200 mil pessoas em mais de 32 países, sendo 4.073 entrevistados no Brasil.

 Fonte: IT Midia