Quando ter otimismo é o diferencial

Especialista afirma que ver o lado bom das coisas ajuda a estimular o profissional em busca de emprego.
Não é fácil pensar numa boa colocação profissional quando ainda há instabilidade para certos mercados. Mas o estímulo que muita gente procura para continuar a busca por um emprego ou ter aquela tão sonhada promoção pode vir de notícias como a de que o Brasil 
criou 529.554 vagas de emprego com carteira assinada, no ano passado, após três anos de queda. Os números, recém-divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), através do Ministério do Trabalho, podem dar aquela forcinha no otimismo que falta para muita gente por aí. 
Segundo a psicoterapeura Ana Rique, informações como essas ajudam a formar o estímulo para quem, há tempos, tenta reunir forças para voltar às atividades. “É que estamos acostumados a ouvir  que o desemprego está aumentando  e que as demissões acontecem á todo tempo, então tem muita gente desestimulada por aí. Não é fácil, mas é possível fazer o caminho inverso”, comenta. No meio desse conflito, o positivismo se tornou peça indispensável para realização dos projetos profissionais.
Ainda mais quando as previsões começam a mudar de tom para o segundo semestre, quando a confiança dos brasileiros promete acompanhar o cenário econômico do País, segundo o diretor da empresa global de Recursos Humanos, Randstad Staffing, Toni Camargo. “O governo tem pautas polêmicas para aprovar pelo mercado. Dependendo do que acontecer e se o cenário desenhado por economistas se confirmar, prevemos um aumento do 10 pontos no Índice de Mobilidade, chegando próximo aos números de 2015”, explica. Entre os setores que devem puxar as contratações e movimentar todo o ecossistema, Camargo aposta na indústria automotiva, que já vem mostrando boa recuperação. 
O Índice de Mobilidade do Brasil é uma medida que analisa a confiança do profissional e sua probabilidade de mudança de emprego nos próximos seis meses. O índice é parte da 
pesquisa trimestral WorkMonitor, realizada também pela Randstad. O levantamento aponta que 75% dos brasileiros não mudaram de cargo e nem  de empresa nos últimos seis meses do ano. Entre os que optaram pela mudança, 15% mudaram de empresas, e 4% mudaram de empresa e de cargo.
Para se destacar 
De acordo com o coach e analista comportamental Hélio Pereira, o otimismo surge para quem costuma dizer que amanhã pode ser melhor do que hoje. “Isso me deixa ter uma energia diferente. E como manter isso? É focar e refletir sobre os talentos e habilidades que a pessoa tem, fazendo disso uma alavanca para crescer e se colocar”, orienta ele, que também questiona: “Imagina uma pessoa pessimista numa entrevista de emprego? Sem perceber,   ela trasmitirá aquela energia baixa”, completa. 
Quanto a insistir  numa determinada colocação que nunca chega, vale fazer algumas análises, mesmo com otimismo em alta. “É fazer um levantamento sobre a colocação que você quer e analisar se tem as habilidades e os conhecimentos necessários. Em paralelo, é fazer uma análise para saber se essa colocação tem demanda, se está crescente ou se é um tipo de trabalho que tende a diminuir”, alerta. No mais, estruturar um network com resiliência, só aumentam as chances de seguir com atitudes positivas.
 
Fonte: Folha de Pernambuco - Recife