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Negócios e carreiras ganham presença na Campus Party

Organização lança espaço para o networking e a troca de experiência profissional 
São Paulo - A 12° edição da Campus Party, um dos maiores eventos de tecnologia, educação e empreendedorismo ligadas a negócios e carreira. 
Com expectativa de atrair 130 mil pessoas, entre elas 12 mil jovens que acampam por quase uma semana no pavilhão do Expo Center Norte, em São Paulo, a organização lançou um espaço dedicado ao networking e à troca de experiências profissionais, aumentando o leque de atividades ligadas ao tema.
“Estamos pensando no jovem de 24, 25 anos que não necessariamente é empreendedor e quer ser dono do próprio negócio. Ele chega ao mercado sem instrução de como preencher um currículo de forma adequada e sem direcionamento adequado”, diz Tonico Novaes, responsável pela Campus Party Brasil. 
Reconhecida por promover o empreendedorismo entre jovens, com mentores para startups e incentivo ao “movimento maker”, a Campus Party criou neste ano o Campus Jobs, localizando na área gratuita do pavilhão. 
Segundo a organização do evento, a ideia é fomentar conversas que contemplem os interesses de quem busca uma vaga mais tradicional do mercado de tecnologia.Palestrantes abordam o posicionamento em entrevistas de emprego, os relacionamentos no trabalho e a otimização das redes sociais para fins profissionais.
Não há, entretanto, um local para recrutamento direto, embora o espaço reúna executivos  de diferentes empresas, mentores e representantes de startups. 
A Campus Party tem sete palcos e mais de mil horas de conteúdo, como oficinas, hackatons e palestras. Os assuntos vão de programação,  segurança de informação, Internet das Coisas e aprendizado de máquina a games e biochaking. 
Os principais nomes desta edição, que vai até o dia 17, são o israelense Uri Levine, fundador do aplicativo Waze, Joana D’arc Felix, química cientista e professora brasileira, Ivar Gontijo, físico e profissional da Nasa, Chris Moriaty, autor e palestrante,  e o alemão Frank Karlischeck, desenvolver de código aberto, entusiasta da privacidade e membro do Open Forum Europe. 
Empresas recrutam jovens, e evento fica mais profissional
  Empresas de diferentes setores estão recrutando ou abrindo processos seletivos para jovens durantes a Campus Party. 
O evento sempre foi útil para conectar especialistas de diversas áreas de tecnologia com parceiros ou possíveis chefes, mas este ano tem uma preocupação maior em profissionalizar e incluir os jovens no mercado de trabalho.
Além de tradicionais aspectos da feira, como computadores adaptados a diferentes formatos e cores, jovens de bermuda e chinelo e filas para esquentar comida nos micro-ondas, neste ano as empresas formalizaram alguns processos para detectar talentos. 
Na área gratuita, que fica aberta até sábado (16), uma equipe da Randstad, multinacional de recursos humanos com 500 funcionários, busca programadores de Java e Python, especialistas em big data, soluções móveis, internet das coisas  e desenvolvimento de chatbot.
Valéria Domingos, consultoras a Randstad, diz que o mercado de tecnologia, embora aquecido de tecnologia, embora aquecido, carece de profissionais com conhecimento mais avançado, que muitas vezes recorrem a vaga fora do Brasil. 
Empresas maiores como Oracle e Braskem dispõem de espaço para interessado que queiram entender sobre programas de empreendedorismo ou de estágio.

Fonte : Folha de S.Paulo - 14/02/19
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