O caminha até o primeiro emprego

Correio mostra o que o jovem precisa fazer para chegar até a vaga 
Ingressar no primeiro emprego ainda é uma dificuldade para um jovem baiano, sobretudo se estiver na faixa etária dos 18 aos 24 anos. O cenário é desafiador, mas também há razões para se manter otimista e perseverar na busca pela primeira assinatura na carteira. A parte desafiadora: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2015 e 2017, a Bahia acumulou uma queda de 12% na contratação de jovens para o primeiro emprego. Por outro lado, o do otimismo, o órgão detectou um inversão na curva no final do ano passado. O número de jovens contratados no 3° trimestre de 2017 comparando com igual período em 2018 passou de 726 mil para 756 mil. Ou seja, mais de 30 mil ocupados com carteira assinada. 
 Os número - todos da Pnad Contínua e referentes ao 3° trimestre do ano - mostram o tamanho dos obstáculos para o jovem profissional acessar o mercado de trabalho formal. Mas indicam que, apesar das barreiras, dar os primeiros passos de carreiras não é impossível. 
 A conclusão é a de que, com a concorrência acirrada, o jovem que busca sua primeira experiência precisa estar preparado se quiser ingressar no mercado, conforme destaca a especialista em Recursos Humanos da Luandre Recrutadora, Flávia Gomes. “As empresas buscam profissionais que estejam aptos a lidar com mudanças, dispostos a aprender, engajados em atingir metas e comprometidos com mudanças, dispostos a aprender, engajados em atingir metas e comprometidos com a qualidade do que vão entregar”. 
Na Luandre, o segmentos de atendimentos telefônicos, varejo e auxiliares administrativos é o que mais costuma contrata. “Sai na frente aqueles que apresentam bom relacionamento com a equipe e característica de liderança ”,completa. 

Diferencial 
A Rede de Restaurantes Mc Donalds é uma das empresas que mais abrem portas para o primeiro emprego. Cerca de 90% do quadro de funcionários em todo o país é formado por colaboradores de até 25 anos. “Esses jovens que chegam para nós sem uma experiência anterior não trazem consigo modelos e vícios de mercado, o que nos permite capacitá-los e desenvolvê- los”, afirma o diretor de Recursos Humanos do Mc Donalds está com vagas abertas na Bahia. Só este ano, 546 novos postos devem ser criadas em Salvador. Para se habilitar é preciso se cadastrar no site https://www.mcdonalds.com.br/trabalhe-conosco
 . “A falta de experiência, na verdade, é para nós uma vantagem no contrato”, garante Marcelo. 
A Atento também tem vagas para o cargo de operadores de telemarketing. Só neste ano, a empresa já contratou 776 pessoas para a primeira experiência no mercado. É possível se candidatar enviando o currículo para traderh@atento.com.br ou  pelas redes sociais: Facebook (ww.fb.com/AtentoRecrutamento) e Telegram (@AtentoRecretamento).
“Outro benefício (de ofertar vagas de primeiro emprego) é contar com os millennials e a geração Z, que já nasceram no mundo digital. Eles acabam contribuindo com a própria identidade da empresa”,  pontua o diretor de Recursos Humanos da Atento, Majo Martinez. 
O consultor de carreiras da Recrutadora Randstad Silvio Ferreira é quem dá o conselho para se sair bem nas seleções : 
“As empresas valorizam muitos se o candidato está alinhado aos seus valores, com perfil inovador e com conhecimentos tecnológico”. 
A qualificação é outro ponto que conta. “Aí entram os cursos,formação e o envolvimento em atividades extra-curriculares. É fundamental compensar a falta de experiência com educação e desenvolvimento” ,acrescenta. 

Do Balcão à gerência 
Jaqueline Santos começou aos 16 anos no McDonald’s “Entrei como atendente, em um momento difícil para minha família por conta da morte do meu avô. A renda de minha mãe sozinha não iria dar para sustentar a casa, então eu precisava muito de um trabalho. A situação da gente era bem difícil. Uma colega me falou para eu procurar a loja que ficava localizada na Estrada do Coco, fiz a entrevista sem nem ter concluído o ensino ,médio e fui  contratada. O mais complicado era conciliar os estudos com o trabalho. Ainda assim, com um ano e oito meses, eu conquistei a minha primeira promoção como treinadora. Trabalho na rede há 17 anos. Virei gerente de área e gerente de plantão até ocupar o cargo de gerente de loja, a maior posição dentro do restaurante. Então fui transferida para o Shopping Paralela, passei um tempo também na loja Shopping Piedade. Lá eu conquistei o prêmio de uma das melhores gerentes da América Latina e ganhei até uma viagem para Chicago (EUA). Eu me dediquei muito ao meu primeiro emprego , no qual permaneço até hoje, agora como gerente de loja no restaurante de Shopping Barra. Fiz faculdade, me formei em Administração e também cursei um MBA em Gestão de Pessoas e essa oportunidade foi fundamental para eu pudesse enxergar que poderia ir além do cargo de atendente. Mas, para isso, é preciso que o jovem não só aproveite a qualificação oferecida pela empresa, mas também procure esse ‘algo a mais’. Não dá para parar no cargo inicial. Cheguei aqui sem experiência nenhuma e cresci muito como profissional”.
 
 “Os jovens que chegam sem experiência não trazem consigo modelo e vícios de mercado, o que nos permite capacitá-los “ Marcelo Nóbrega  diretor do RH do MCDonald’s.

Reportagem 
Priscila Natividade
priscila.oliveira@redebahia.com.br

Fonte : Correio - Salvador - 18/02/19

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