"Novo" governo puxa índice de mobilidade do Brasil, diz Randstad.

A perspectiva de troca de governo, consuma com a vitória de Jair Bolsonaro para presidente da República com 58 milhões de votos no segundo turno das eleições em outubro, trouxe otimismo - e suas consequências - aos brasileiros. No último trimestre do ano passado, subiram os índices de confiança de empresários e consumidores, a taxa de desemprego recuou levemente, os rendimentos reais avançaram e a inflação caiu à metade, ante o trimestre passado, o Índice de Mobilidade do Brasil avançou 8 pontos e por apenas 1 ponto não recuperou a queda de 9 pontos observada de julho a setembro. O Índice de Mobilidade do Brasil - compõe a pesquisa trimestral WorkMonitor realizada pela Randstad -  e mede a confiança do profissional e sua probabilidade de mudança de emprego nos próximos seis meses. 
A alta de 8 pontos elevou o Índice de Mobilidade do Brasil à pontuação total 125. “A recuperação já era esperada com a definição das eleições. É natural maior otimismo no início de um governo. Se o cenário desenhado por economistas se confirmar, o Índice de Mobilidade poderá subir 10 pontos, aproximando-se aos números de 2015”, informa Toni Camargo, diretor da Randstad, líder global em soluções de recursos humanos.
O executivo explica que ocorreu processo semelhante ao atual em 2015, quando a pontuação do Brasil era altíssima devido ao pleno emprego, e se manteve primeiros meses após a reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff. “ A trajetória de queda foi engatada quando a crise econômica chegou á população.”
Neste início de ano e de novo governo, Camargo estima que a tendência é de que o Índice 
de Mobilidade do Brasil mantenha o patamar atual até, pelo menos, o segundo trimestre. 
O diretor da Randstad aponta a indústria automotiva, “que já vem mostrando boa recuperação”, como um dos setores que devem puxar as contratações por próximos meses. 
A Randstad realiza suas pesquisa trimestralmente desde 2010 e, atualmente, faz o mapeamento da perspectiva de mobilidade dos trabalhadores em 33 países na Europa, Ásia Pacífico e América, com índice locais e globais. 
Mais informações sobre a Randstad WorkMonitor, no post a seguir.
 
Fonte : Valor Investe - 17/01/19