4 tendências que definem o futuro do trabalho

Se você deseja preparar sua organização para o futuro e permanecer relevante em um mundo que se transforma rapidamente, você precisa estar em sintonia com as tendências que provavelmente irão moldar o futuro do trabalho.
As empresas aprenderam muitas lições com a pandemia da COVID-19, uma das quais é que preparar sua empresa e sua força de trabalho para o futuro nunca é fácil. Uma coisa em que você pode estar totalmente confiante é que sempre haverá novos desafios no horizonte. E no que diz respeito à tecnologia, é seguro presumir que o ritmo de mudança provavelmente não diminuirá nos próximos anos.

Do ponto de vista do planejamento da força de trabalho, uma forma de preparar sua organização e seus funcionários para o futuro é fazer previsões baseadas em evidências sobre as tendências futuras.

Aqui estão quatro conceitos importantes que continuarão a definir os negócios nos próximos anos:

Flexibilidade

A flexibilidade tem se tornado cada vez mais importante para empresas e seus RHs nos últimos anos. A importância desse conceito ficou mais clara do que nunca em 2020, quando a pandemia colocou uma enorme pressão sobre inúmeras empresas e empregados. Aquelas com força de trabalho flexível e ágil foram as mais bem colocadas para ter sucesso nesse ambiente. 

Mesmo antes da COVID-19, 60% das empresas previam um crescimento no uso de mão de obra temporária nos próximos anos, de acordo com pesquisa da North Highland e da Economist Intelligence Unit. Quase três quartos (73%) das empresas disseram que estavam passando por algum tipo de transformação, enquanto dois terços estavam se adaptando a um ambiente de negócios mais volátil.

No estudo Workforce da Randstad, 85% dos empregadores disseram que seu compromisso com uma força de trabalho ágil aumentará dramaticamente nos próximos anos.

Adotar a flexibilidade pode revelar uma série de benefícios para sua empresa e sua força de trabalho. Estratégias como aumentar o uso de talentos temporários, por exemplo, podem dar a você mais controle sobre seus recursos e reduzir a carga sobre sua equipe permanente durante os períodos de maior demanda.

A economia gig é uma fonte fundamental de novas formas de trabalho que estão remodelando as visões da relação empregador/empregado e como determinados trabalhos podem ser realizados. Conforme a Randstad explora no relatório Flexibility@Work de 2019, pessoas em todo o mundo estão se beneficiando com o aumento do acesso a modelos como:

  • trabalho remoto
  • horários flexíveis
  • acordos e contratos de remuneração mais diversos

Os candidatos para os quais a jornada de trabalho tradicional das nove às seis e a semana de 40 horas nunca foram viáveis tiveram a oportunidade de trabalhar com flexibilidade. Isso se acelerou em 2020, em grande parte devido ao impacto da COVID-19, mas mesmo antes da pandemia, abordagens de trabalho novas e mais ágeis estavam se tornando mais comuns.

Um estudo da American Express e da Institutional Investor publicado em abril de 2019 mostrou que 75% das empresas viam freelancers e trabalhadores temporários como importantes para suas práticas de emprego nos próximos anos. Havia quase 28 milhões de trabalhadores temporários somente na UE no terceiro trimestre de 2018.

A Gallup disse que o crescimento da economia gig coloca um ônus sobre os empregadores para que tomem medidas direcionadas, principalmente:

  • redesenhando empregos tradicionais para incluir muitos dos benefícios para o trabalhador temporário ou independente.
  • treinando gestores para melhor se relacionarem com a força de trabalho temporária.

novas maneiras de trabalhar

O RH, como todos os aspectos dos negócios, está sendo constantemente transformado pela tecnologia, com um fornecimento regular de novos sistemas e inovações, abrindo novas abordagens para o trabalho e a gestão do capital humano.

O relatório Talent Trends de 2020 da Randstad forneceu uma visão sobre as ferramentas e métodos específicos que se provaram essenciais para os empregadores durante a COVID-19.

As descobertas mostraram que 55% das empresas globais adotaram ou redimensionaram tecnologias como resultado da pandemia. As mais populares foram:

  • entrevistas por vídeo e online
  • plataformas de treinamento e desenvolvimento
  • cultura do local de trabalho, feedback dos funcionários e sistemas de engajamento
  • eventos de recrutamento virtual

Estas também estavam entre as principais tecnologias que os empregadores disseram que continuarão usando pós-COVID, junto com sistemas de integração.

É claro que a capacidade de mudar e se adaptar a novas formas de trabalho impulsionadas pela tecnologia será vital para os projetos futuros das empresas nos próximos anos.

A inteligência artificial é uma área em rápida evolução que parece ter uma influência em quase todas as dimensões da vida no século 21, incluindo o mundo do trabalho. Como empresa e empregador, você, sem dúvida, tem muito a ganhar acompanhando os últimos desenvolvimentos nesta área e se posicionando para se beneficiar deles.

Na área de RH e recrutamento, a inteligência artificial (IA) oferece um enorme potencial para tornar os processos regulares de contratação e aquisição de talentos muito mais rápidos e eficientes, além de eliminar o risco de erro humano ou preconceito inconsciente. 

A Pymetrics, uma empresa apoiada pelo Randstad Innovation Fund, está mostrando o que pode ser alcançado nesta área combinando gamificação com IA para ajudar os empregadores a reinventar seus métodos de identificação, atração e retenção de talentos.

A IA é frequentemente mencionada no mesmo contexto de machine learning e, talvez o mais significativo de tudo para os empregadores, da automação. Os dados incluídos no relatório Flexibility@Work de 2019 mostraram que o emprego não está diminuindo como resultado da automação e, de fato, essas tecnologias provavelmente terão um efeito líquido positivo sobre os empregos.

A automação também foi ligada a tendências demográficas, com países com forças de trabalho mais antigas (como Alemanha, Japão e Coréia do Sul) tendo adotado tecnologias de automação mais rapidamente.

Redefinindo sua marca empregadora


A marca empregadora deve ser o foco principal em seus esforços para preparar sua organização e sua força de trabalho para o futuro. Por quê? Porque é uma parte essencial de demonstrar o que você representa como empresa, o que você pode oferecer aos funcionários e, consequentemente, porque o talento de que você precisa deve trabalhar para você.

Em um momento em que a escassez de habilidades representa uma ameaça significativa para vários setores e empresas de todos os tipos e tamanhos, é fundamental que você seja capaz de adquirir talentos-chave se quiser ter sucesso no futuro. Você deve, portanto, estar constantemente revisando e revisitando sua marca empregadora.

Desafios como a COVID-19 às vezes mostram que as empresas precisam repensar e melhorar suas marcas empregadoras. Nossa pesquisa Talent Trends de 2020 mostrou que muitas empresas sentiram que suas estratégias de comunicação e suporte de recolocação durante a pandemia as ajudaram a proteger ou melhorar sua marca empregadora.

O relatório também destacou 2 maneiras eficazes de fortalecer sua marca empregadora por meio de sua experiência de talento:

  • adotar a flexibilidade de trabalho
  • explorar ferramentas e técnicas de colaboração
  • acordos e contratos de compensação mais diversos

Requalificação e qualificação
Em meio à digitalização de todos os setores e à rápida evolução nas tecnologias e expectativas do consumidor, você precisa de habilidades digitais especializadas e conhecimento tecnológico em sua força de trabalho para estar apto para o futuro.

A maioria das empresas, portanto, tem algo a ganhar investindo na requalificação e qualificação de seus funcionários. Além de impulsionar os negócios por meio do desenvolvimento de conhecimentos valiosos, essa abordagem fortalecerá sua marca empregadora e aumentará a satisfação das pessoas no trabalho, uma vez que você está demonstrando um compromisso com o desenvolvimento e a empregabilidade da equipe.

O relatório Randstad Workmonitor 2020 destacou o quão importante é para as empresas se concentrarem no desenvolvimento de habilidades. Globalmente, 40% dos funcionários disseram que tiveram dificuldade em aprender novas habilidades para se adaptar ao trabalho durante a COVID-19. 

No entanto, a pandemia também forneceu alguns exemplos de como a requalificação e redistribuição podem ser benéficas. A Scandinavian Airlines ajustou-se à situação em 2020, treinando a equipe de cabine para trabalhar como auxiliares de enfermagem, por exemplo.

Habilidades técnicas em áreas como nuvem, IA, análise de dados e desenvolvimento de software são essenciais para muitas empresas modernas, mas habilidades sociais serão igualmente valiosas - senão mais importantes - para o futuro do trabalho.

Habilidades técnicas como as listadas acima podem ser ensinadas a pessoas que têm  vontade de aprender e habilidades sociais - como colaboração, inteligência emocional e empatia.

A ‘dura realidade das habilidades sociais’ foi uma das principais tendências de trabalho recentemente destacadas pelo World Economic Forum (Fórum Econômico Mundial), que se refere à pesquisa do LinkedIn mostrando que 92% dos empregadores acham que as habilidades sociais são tão importantes ou mais do que as técnicas. Quatro em cada cinco (80%) disseram que as habilidades pessoais são cada vez mais importantes para o sucesso do negócio.

Se você estiver pronto para enfrentar o desafio de preparar sua força de trabalho para o futuro, poderá aprender mais sobre as atividades essenciais que o ajudarão a atingir seu objetivo final em nosso novo guia.

O guia analisa detalhadamente a importância de processos como priorizar a diversidade em sua força de trabalho e usar ferramentas eficazes para apoiar novas formas de trabalhar.

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